ATUALIZANDO A DISCOTECA: HÅRD:ON, “HÅRD:ON” (2016)

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HÅRD:ON: “HÅRD:ON” (2016, Shinigami Records) –   NOTA: 8,0

Dê mais uma olhada na capa do álbum ao lado. Simples, direta e destacando uma mão feminina com adornos e simbolismos tipicamente roqueiros. Alguma dúvida de que teremos um Hard Rock oitentista, com refrãos envolventes, guitarras maliciosas, bateria pulsante e baixo sinuoso? Pois é exatamente isso que o quinteto paulista HÅRD:ON pratica em seu álbum de estréia, registrado no Rocks Studio (São Paulo/Brasil) e no Sound’n’Bulletproof Studio (Munique/Alemanha), e distribuído pela Shinigami Records. Logo, não espere originalidade nas nove faixas que compõem os pouco mais de trinta e cinco minutos que completam o álbum, pois elas mantêm todos os clichês explicitados nos dez mandamentos do Hard Rock oitentista, mas com muita competência e honestidade em sua pegada, refletindo uma abordagem mais voltada à primeira geração do estilo, com referências claras de Motley Crue, Quiet Riot e Ratt.

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Com um belo conjunto de faixas e uma formação experiente (impossível não destacar o trabalho versátil do vocalista Chris Hoff), o HÅRD:ON estréia com um álbum indicado pra quem aprecia, não apenas o Hard Rock oitentista, mas o bom e velho Rock n’ Roll!

Ou seja, temos uma performance mais crua e direta, menos influenciada pelas melodias grudentas do AOR, mas flertando diversas vezes com o Heavy Metal (como bem indicam “Adrenaline” “Devil Inside”). Não que a banda se prive da “grudência melódica”, muito pelo contrário, mas aqui ela aparece num clima mais perigoso e menos festivo (salvo pela irresístivel “Liv It Up”), banhada de muita atitude e adrenalina. A abertura com “We’re Not Going Home Tonight” já evidencia a química entre os integrantes, bem como o total conhecimento da causa que defendem ao longo de todo o trabalho, com arranjos dinâmicos, empolgantes e bem sacados, distanciando o constante sentimento de déjà-vu que acompanha aqueles que se fiam pelos cânones do Hard Rock oitentista

 Confira o clipe para a maliciosa “Pole Dance”.

Ainda se destacam as maliciosas “Pole Dance”“Jungle Girl”, além das já citadas “Adrenaline” e “Liv It Up”. Todavia, o que estes caras fazem em “Are You Afraid of the Dark” é de aplaudir de pé! Uma mezzo-balada melancólica, cheia de boas guitarras e cadência emocionante que ecoa elementos de The Cult, quando eles ainda eram os principais artesão do amálgama de pos-punk oitentista com Hard Rock. Essa faixa, junto a “Here I Am”, mostram que o HÅRD:ON é um oásis no estilo, pois sabem compor faixas mais lentas e cadenciadas sem cair na pieguice. Além disso, o fato do álbum ser curto, não satura o ouvinte, deixando-o, na verdade, insaciado, levando a sucessivas audições destas faixas, num processo viciante, que poucas bandas exploram nos dias de hoje, em geral, alongando em demasia seus trabalhos.

 Confira a faixa “Are You Afraid of the Dark”, uma mezzo-balada melancólica, cheia de boas guitarras e cadência emocionante que ecoa elementos de The Cult, quando eles ainda misturavam o pos-punk oitentista com o Hard Rock.

Com um belo conjunto de faixas e uma formação experiente (impossível não destacar a performance versátil do vocalista Chris Hoff), o único “talvez” do trabalho é a produção um pouco abafada, que prejudicou em alguns momentos, encobrindo certos detalhes e deixando a bateira menos poderosa e sobreposta pelo baixo. Algo simples de ser corrigido no futuro e que, por ora, não tira deste quinteto a certeza da excelência como compositores enaltecida neste álbum, deixando-nos ansiosos pelos seus próximos passos.

Indicado pra quem aprecia, não apenas o Hard Rock oitentista, mas o bom e velho Rock n’ Roll!

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