ATUALIZANDO A DISCOTECA: Gamma Ray, “Insanity and Genius”

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

ob_b683b0_gamma-ray-insanity-and-genius-annivers
Gamma Ray: “Insanity and Genius” (1993, 2016, EarMusic, Shinigami Records)

Os clássicos sempre devem ser revisitados e reverenciados! E esse terceiro álbum do Gamma Ray, lançado em outubro de 1993, definitivamente é um clássico não só da banda capitaneada por Kai Hansen, como  do Heavy Metal!  O genial Hansen já havia entrado para o seleto grupo de influenciadores dentro gênero com o seu trabalho junto ao Helloween, mas a musicalidade explorada, principalmente na trinca inicial de álbuns de estúdio do Gamma Ray é acachapante!

Neste álbum em questão, “Tribute To The Past”, “No Return”, “Last Before The Storm” “Heal Me” (balada setentista reencarnada no Power Metal noventista, cantada por Hansen e indiscutivelmente influenciada pelo Queen) são faixas sempre louvadas pelos fãs, mas o que a banda pratica em faixas como “The Cave Principle”“Future Madhouse” (imprimindo groove nas guitarras em arranjos que remetem novamente ao Queen), “Gamma Ray” (um cover dos anos setenta que traz teclados e variações ousadas), “Insanity and Genius” (fundindo eruditismos com groove), “18 Years” (beirando o progressivo), “Your Turn Is Over” (mais purista e com vocais do guitarrista Dirk Schlächter) e “Brothers” (com forte pegada Hard Rock) transcende a coragem musical num estilo tão cheio de censores e beira a vanguarda se pensarmos no contexto histórico para o Heavy Metal em que este álbum esta inserido, afinal, mesmo hoje em dia, quase duas décadas e meia após seu lançamento, nada soa datado!

 Confira uma performance de “Tribute to the Past”, ao vivo, com Ralf Scheepers.

A mescla de elementos clássicos com a independência e liberdade sonora dos anos noventa dava um sabor diferente à banda, que tentava retomar suas características principais apresentadas no indiscutível “Heading For Tomorrow” (1989), e amplificá-las com uma roupagem mais encorpada e incisiva. O desfile de técnica instrumental, feeling e arranjos inteligentíssimos só reflete o ecletismo metálico da fórmula multifacetada do Gamma Ray, construídas, não somente sobre guitarras melódcias, vocais espantosos e cozinha sólida, mas também sobre muita coragem e ousadia.

gammapromo1

O que o Gamma Ray pratica em “Insanity and Genius” transcende a coragem musical num estilo tão cheio de censores, beira a vanguarda se pensarmos no contexto histórico para o Heavy Metal em que este álbum foi lançado, afinal, mesmo hoje em dia, quase duas décadas e meia após seu lançamento, nada soa datado!

Além disso tudo, “Insanity and Genius” inaugurava uma formação que só se manteve neste álbum, mas que transbordava química e entrosamento. Claro que a sombra das influências do Judas Priest ainda estavam escondidas nos cantos de alguns arranjos, muito devido aos vocais de Ralf Scheepers, mas infiro que no campo das influências, o Queen, com sua interseção musical de opostos, soando, ao mesmo tempo, elegantemente erudito e devassadamente roqueiro, é onde mais se enquadra este álbum, principalmente se observarmos o cuidado com as linhas vocais principais e secundárias, além da já enaltecida liberdade musical.

 Confira uma performance de “No Return”, ao vivo, com Ralf Scheepers.

Quiçá, este seja o álbum de maior personalidade musical dentro da discografia da banda e que já apontava para o futuro, se pensarmos que não temos os vocais de Ralf em duas faixas (que já não estaria na banda no próximo álbum, “Land of the Free” [1995] e à espera de um convite que nunca veio para integrar o Judas Priest) e confirmava ainda mais Kai Hansen como um dos maiores compositores de sua geração dentro do Heavy Metal.

gamma-ray-insanity-and-genius

“Insanity and Genius”, quiçá, seja o álbum de maior personalidade musical dentro da discografia da banda e inaugurava uma formação que só se manteve neste álbum, mas que transbordava química e entrosamento

Em 2016,  “Insanity and Genius” ganhou um relançamento especial, remasterizado por Eike Freese e com um CD bônus recheado de extras, como faixas ao vivo, versões demo, covers e versões estendidas, com destaque para as regravações de “Valley of the Kings”“Heaven Can Wait”, feitas em 2016, no Chamaleon Studios e as versões demo ainda com Ralf Scheepers nos vocais. No Brasil, este relançamento luxuoso foi, caprichosamente, feito pela Shinigami Records, com encarte esmerado trazendo fotos, letras e uma contextualização histórica altamente pertinente ao material.

Simplesmente O-B-R-I-G-A-T-Ó-R-I-O!!!!

gammaray

Comentários

Deixe uma resposta