ATUALIZANDO A DISCOTECA: Evilgroove, "Cosmosis" (2017)

 

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Por Will Bernardes

Cosmosis
Evilgroove: Cosmosis (2017, Independente, Atomic Stuff Promotion) NOTA:9,5

Os Italianos do Evilgroove apresentam seu debut “Cosmosis” consolidando seus 20 anos de trabalhos prestados ao rock, trazendo toda a elegância do estilo alternativo americano dos anos 90.

O álbum se revela interessante pelas construções de forma concisa das passagens explosivas do grunge combinadas à técnica do groove e explorações instrumentais do metal alternativo, resultando numa sonoridade complexa e difícil de ser definida, contudo é notável a gama de influências presentes, como Alice in Chains, Soundgarden, Tool, Pantera, Corrosion of Conformity e Black Label Society, enaltecendo toda a versatilidade musical da banda.

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Os italianos do Evilgroove apresentam seu debut “Cosmosis” consolidando seus 20 anos de trabalhos prestados ao rock, trazendo toda a elegância do estilo alternativo americano dos anos 90.

Sua faixa de abertura “Turn Your Head” já apresenta todo seu poder de fogo, com riffs pesados e firmes viradas na batera, progredindo em  ótima cadência tendo como grande ponto a ser observado a incrível semelhança vocal de Luca Frazzoni com o de Zakk Wilde.

A ótima “Lucusta” encanta logo em seu início psicodélico lembrando os veteranos do Tool, seguindo com elementos contemporâneos combinando peso com harmônicas linhas alternativas, onde os riffs sólidos de Daniele “DOC ” Medici em perfeita cozinha com a batera de Christian Rovatti são o grande destaque, nos hipnotizando com todo seu clima envolvente.

Confira a faixa de abertura, “Turn Your Head”… 

Já na rápida “Space Totem” quem toma frete com dedilhados fortes e concisos no baixo é Matteo Frazzoni logo em seu início, alternando andamentos velozes com pegada levemente prog na sequência.

O grande trunfo do Evilgroove em “Cosmosis” é a qualidade de produção apresentada no trabalho, estritamente profissional e tecnicamente bem arranjada, lembrado que se trata de um álbum independente, mostrando experiência mas optando em manter em certa zona de conforto.

Confira a faixa “Space Totem”… 

Apesar de estar entrando recentemente no mercado, com uma fórmula não tão em evidência, irão agradar os fãs do gênero, por ora é certo que em meio a todas as referências tachadas, o quarteto se mostra com muita personalidade, propondo diferenciados estilos em suas composições, com “Kick The Can” (apresentando elementos (bem poucos) progressivos) e “What I Mean” compostas de singelos riffs de groove. Outras ótimas músicas são “Voodoo Dawn”, “Soul River” e a faixa-título “Cosmosis”, encerrando em grande estilo.

Há uma certa complexidade estrutural que não deixa as músicas frisadas na cabeça, o que torna se necessário ouvi-lo mais vezes atentando aos detalhes, todavia, tamanha qualidade musical apresentada em “Cosmosis” chama a atenção.

É daqueles discos para se colocar no CD player do carro e seguir estrada afora!

Confira o álbum na íntegra, via Bandcamp: 

Comentários

2 comentários Adicione o seu

  1. magnumwatts disse:

    Esse álbum é muito bom, e é justamente essa “complexidade estrutural que não deixa as músicas frisadas na cabeça” que me deixaram viciado nele.

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