ATUALIZANDO A DISCOTECA: Dead Register, “Fiber” (2016)

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Dead Register: “Fiber” (2016, Throne Records) NOTA: 8,5

Saudosos daqueles Doom/Gothic Metal melancólico, arrastado, sombrio, de timbragem levemente suja, com remissões oitentistas e noventistas, regozijai-vos, pois o Dead Register apresenta, em seu primeiro trabalho, uma revitalização desta fórmula.

Baseada na cidade americana de Atlanta, a banda nasceu quando M. Chvasta (vocais, baixo, e baixo vi) recrutou sua esposa, Avril Che (bass synth, texturas, teclados e backing vocals), para compor algumas canções com aspecto gótico, e peso monolítico.

A banda norte-americana Dead Register traz uma suntuosa, ctônica, rica e obscura remodelagem do Darkwave oitenista, pelas vias do Doom Metal e do Post Metal, como se o Neurosis se misturasse ao Joy Division. 

Deste processo, escolheram seis músicas que mais apreciavam para compor “Fiber”, seu primeiro full lenght, que de cara destaca a faixa-título como um dos grandes momentos do Gothic/Rock Metal na atualidade. Uma composição pesada, climática, densa e cheia de referências.

Nestas seis composições de texturas pesadas e monocromáticas, além de uma aclimatação sombria, de rusticidade obscura e alto grau imersão, ainda fica claro que foi mais do que acertada a inclusão do baterista Chad Williams para ser a coluna de sustentação da sonoridade, em vez de manterem as batidas programadas.

A presença de Chad deu vida e organicidade aos andamentos e arranjos das faixas longas, ásperas e climáticas, de baixo encorpado, ritmo cadenciado, vocais empostados, e muita emoção sombria e depressiva advinda das melodias construídas pelas timbragens do Rock Alternativo.

Confira o clipe da faixa-título… 

O resultado final é uma suntuosa, ctônica, rica e obscura remodelagem do que faziam bandas oitentistas de Darkwave, como uma versão Doom Metal para o Bauhaus, ou o Joy Division, mergulhada nas nuances moderna do Post Metal, e um pouco de influência do Neurosis, em faixas com personalidade, como “Alone”, “Drawning Down” (certamente o segundo maior destaque do álbum), e “Entwined” (mais direta), com sua comum imprevisibilidade musical e uma forma seca, ríspida e muito original de ser moderno!

Um álbum que, com fortes tintas góticas, esfumaça as naturezas melódicas e agressivas dos detalhes rústicos,além de apresentar uma banda mais do que interessante ao dialogar com um gênero perigoso, mas sem soar monótono ou retrô.

Confira o álbum completo, via Bandcamp… 

 

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