ATUALIZANDO A DISCOTECA: Darkest Hate Warfront, “Satanik Annihilation Kommando” (2005, 2017)

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Darkest Hate Warfront, “Satanik Annihilation Kommando” (2005, 2017, Cold Art Industry) NOTA:8,0

Originalmente lançado em 2005, pela Ketzer Records, este álbum do duo luso-brasileiro Darkest Hate Warfront marcou o Black Metal nacional pela velocidade e pela produção áspera que conferia mais poder à tônica climática de terror e destruição de seu instrumental obscuro, categorizado, à época, como o início de uma “guerra anti-judaico-cristã no formato musical”.

Alheio às implicações religiosas e filosóficas, temos um Black Metal furioso, sem inovações em sua “misantropia musical”, mas que cativa pelo terror e suspense das músicas rápidas, iradas, e agressivas, com sabor peculiar da tradição brasileira no gênero, mais próxima do Death Metal, trocando parte da rispidez por uma maior intensidade, com transições secas entre os arranjos virulentos e lineares, com alguns detalhes de Thrash Metal.

Formado por Devasth e pelo multi-instrumentista Lord Mantus, o Darkest Hate Warfront  apresenta em “Satanik Annihilation Kommando” um Black Metal furioso, apocalíptico, sem inovações ou devaneios melódicos, mas mantendo a tradição brasileira no gênero, mais próxima do Death Metal…

Formado por Devasth (à época vocalista do Lux Ferre, banda portuguesa) e pelo multi-instrumentista Lord Mantus (à época guitarrista do Mysteriis,), o Darkest Hate Warfront não se priva das profanações musicais com riffs cortantes, rápidos, agressivos e percussivos, com a bateria programada (muito bem programada, por sinal) ultra-veloz e avassaladora como um tanque de guerra, e baixo estrondoso, capaz de materializar uma ferocidade infernal enquanto se desenrolam pedradas destruidoras como “Satan’s Kult of Terror”, “Scourge of Wormkind”, “Duty Fulfillment”, “Possessed By Fire” e na faixa-título que assassinam o silêncio com energia feroz e vulgar.

Sem sombra de requinte ou sofisticação, as composições conjuram um massacre sonoro alheio às melodias desnecessárias, seja nos vocais, ou nas guitarras simples mas poderosas, remetendo a nomes como Marduk, Dark Funeral, Infernal War, e Martyrium, por uma belicosa personalidade própria, de artilharia metálica satânica impiedosa que se discorre em pouco mais de vinte minutos.

Confira a faixa “Possessed By Fire”… 

Sem hoje me dia este álbum causa impacto, mostrando que o tempo não o deixou datado, imagino o quão impressionante e vanguardista este material era em 2005, quando esta abordagem ainda não era disseminada. A produção suja e orgânica, mas encorpada e “na cara”, à cargo da dupla, deu o contexto certo às músicas, amplificando a força desta profanação musical apocalíptica.

Após este assalto rápido e furioso, temos um interessantíssimo material bônus, valorizando ainda mais este relançamento (que vem em edição limitada em 500 cópias), retiradas das demos de 2000 e 2002, “Unholy Devastation”“Total Devastation”,  respectivamente, lançadas originalmente em fitas K7, e trazendo algo ainda mais primitivo, ultrajante e crú que as faixas originais do álbum. O que eles fazem em “Christian Holocaust” transcende a brutalidade.

Um item obrigatório àqueles que admiram as artes negras do extremismo  metálico nacional!

 

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