ATUALIZANDO A DISCOTECA: Chickenfoot, “Best + Live” (2017)

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Chickenfoot: “Best + Live” (2017, Sound City Records, earMUSIC, Shinigami Records) NOTA:10

Bastaria você saber que a faixa de abertura desta coletânea é “Divine Termination”, primeira composição inédita do Chickenfoot em cinco anos, para te convencer de que este item é obrigatário em sua coleção, afinal, poucas foram as vezes em que a palavra supergrupo foi tão bem alocada como para este quarteto. Mas eu não resisto a uma bela apologia à um bom disco, mesmo que seja uma coletânea!

E que coletânea, senhoras e senhores!

Além da faixa inédita, temos um apanhado dos dois únicos álbuns do quarteto, mais um irresistível compêndio de faixas ao vivo registradas no DVD “Get Your Buzz Out Live” (2009), pela primeira vez em CD, como o cover irrepreensível de “My Generation” (do The Who), ou a vertiginosa versão de “Highway Star”, do Deep Purple, também registrado ao vivo. Sem esquecer de Sammy Hagar entoando novamente o clássico do Montrose, banda da qual fez parte, “Bad Motor Scooter”.

Confira a faixa “Divine Termination”… 

Ou seja, exploram o próprio legado de estúdio, construído entre os álbuns de 2009 e 2011, com faixas de pegada forte, riffs megalíticos, vocais classudos, e backing vocals envolventes, transpirando alta técnica, paixão e diversão de uma formação que conta com nomes da mais alta nobreza do Rock.

Aos mais desavisados, cabe lembrar que o time aqui é composto apenas de estrelas de primeira grandeza em suas posições: Chad Smith (o mestre do ritmo) na bateria, Joe Satriani (o homem que recusou o posto fixo de guitarrista no Deep Purple) nas guitarras, e os ex-Van Halen Michael Anthony e Sammy Hagar (melhor vocalista que o Van Halen já teve, mas cuja história vai muito além da banda da dupla de irmãos).

Confira o clipe da faixa “Sexy Little Thing”… 

Obviamente, cada personalidade traz sua contribuição para a sonoridade do Chickenfoot, porém, sempre funcionaram como uma unidade, produzindo uma identidade, principalmente no segundo álbum, ironicamente batizado de “III” (2011), que se mostra mais pesado e com menos espírito de jam session se comparado a seu antecessor, fato evidenciado nesta coletânea por faixas como “Big Foot”, “Lighten Up”, “Dubai Blues”.

Uma pena terem deixado “Up Next” de fora desta coletânea, pois esta é a faixa daquele segundo trabalho que traz, quiçá, o melhor trabalho de vozes que a dupla Hagar/Anthony cunhou em toda a sua carreira. E essa é uma das marcas registradas da banda: os backing vocals precisos! Claro, além das doses virtuosas e modernizadas de Blues, à cargo do professor Satriani.

Confira a performance vertiginosa do cover de “Highway Star”, do Deep Purple…

 Junto a “Divine Termination”, no primeiro CD (sim, a edição é dupla!), faixa de groove sinuoso e arrastado, com nítidas influências de Hendrix e Deep Purple, e envolvência advinda da simplicidade, temos preciosidades como “A Soap On Rope”, “Sex Little Thing”, “Oh Yeah”, “Different Devil” e a belíssima balada “Something Going Wrong” (essa, com direito a guitarra de doze cordas e banjo).

Dentre as faixas ao vivo, não há o que comentar, pois a energia que a banda transmite, num registro com exemplar qualidade de som, reflete muita inspiração, química entre os integrantes, e prazer em cima do palco, mesmo que ainda não estivessem no ápice de seu entrosamento, afinal o registro foi feito em setembro de 2009, três meses após o lançamento do primeiro álbum.

Confira o vídeo da faixa “SOmething Going Wrong”… 

Mesmo assim, é impossível não reverenciar a ousadia de Smith e a virtuose de Satriani nesta parte ao vivo. Todavia, mesmo com momentos mais intrincados à cargo da dupla, a simplicidade transparece como a tônica do Chickenfoot, que parece desprezar a opulência e pretensão inerente ao adjetivo supergrupo.

Se esta coletânea é um prenúncio de um novo álbum ainda parece ser muito incerto, afinal, conciliar as agendas é sempre um problema! Mas esta nova faixa nos renovas as esperanças, e anseio não aguardar mais cinco anos por algo novo do Chickenfoot.

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