ATUALIZANDO A DISCOTECA: Chaos Synopsis, “Gods of Chaos” (2017)

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

choas2bsynopsis_gods2bof2bchaos
Chaos Synopsis, “Gods of Chaos” (2017, Black Legion Productions, Dunnna Records) NOTA:9,0

A banda Chaos Synopsis é um dos grande nomes brasileiros dentro do Thrash Metal moderno, aquele construído por groove, riffs tempestuosos, palhetadas abafadas, e doses certeiras de melodias. Na ativa desde 2005, o quarteto de São José dos Campos/SP chega a seu quarto full lenght ainda mais furiosos e coeso, em suas sonoridade Death/Thrash Metal, de ricos arranjos, alta técnica e pegada envolvente, trazendo uma temática conceitual sobre Deuses do caos, guerras e destruição, exercitando “um estudo de velhas mitologias de épocas onde o homem criava deuses para explicar o desconhecido”.

“Gods of Chaos” ainda vem alicerçado nessa geometria groovada e moderna do Thrash Metal, mesclado à velocidade e agressividade linear oitentista, entrecortada por solos e linhas de guitarra arrepiantes, como bem mostram “Sixteen Scourges” (com instrumental diferenciado emoldurando os vocais), e “Cocaine”, que fecha o trabalho.

A banda Chaos Synopsis, um dos grande nomes brasileiros dentro do Thrash Metal moderno, chega a seu quarto full lenght, desta vez bem mais puxado ao Death Metal, com alta intensidade, técnica instrumental apurada, e excelência na manufatura do Metal Extremo…

Diametralmente oposta a “Cocaine” no tracklist, “Raising Hell” abre o álbum mostrando que teremos mais peso dentro da alta rotação instrumental, com passagens metralhadas, riff encorpados e vocais agressivos, numa fórmula que também veremos em “Opposer of Gods”.

Já neste início de álbum vemos que o uso frequente de palhetadas abafadas e das pontuais pulsações do baixo, serão armas eficientes nestas novas composições, refletindo o brilhantismo e a organicidade da produção à cargo do baterista Friggi Mad Beats, feita no Coruja Estúdio. A bateria inclusive, executada com violência e desenvoltura, transita entre a organicidade das caixas e o sabor digital dos blast beats, como bem escancara a ótima “Black God”. 

Em sua maioria, os arranjos estão mais firmemente alocados no Death Metal, como em “Storm of Chaos”, ou na já citada“Black God”, onde a relação com o gênero se mostra mais proeminente através de passagens mais secas e maior obscuridade nos riffs.

O que também ocorre em “Serpent In Flames”, um old school Death Metal (forma que também será desenvolvida em “Badlands Terror”) cadenciado, com passagens climáticas e guitarras inspiradas, que fazem desta composição um dos destaques de “Gods of Chaos”, ao lado da insanidade agressiva de “The Beast That Sieges Heaven”, e da obscuridade rastejante da faixa-título, com uma massa sonora que impressiona pelo clima infernal.

Confira o clipe para a faixa “Storm of Chaos”… 

Neste contexto, temos uma brutalidade requintada, extremamente musical, desta vez bem mais puxada ao Death Metal, por vezes remetendo a nomes como Obituray, Bolt Thrower, e Behemoth (neste caso, mais pelos vocais de Jairo Vaz que soa como uma amálgama de Max Cavalera e Nergal), oscilando bem a técnica e o feeling, oxigenando os arranjos e dando dinamismo à sua forma musical brutal, evidenciando a maturidade dos músicos como compositores.

Em suma, “Gods of Chaos” traz as tradicionais dez faixas em pouco mais de quarenta minutos, com alta intensidade, técnica instrumental apurada, e excelência na manufatura do Metal Extremo, embalado por uma imponente e atemorizante arte de capa, à cargo de Rafael Tavares.

Confira o álbum nas plataformas de streaming:

Spotify: http://spoti.fi/2quW3Gb
Google Play: http://bit.ly/2pUQzHK
iTunes: http://apple.co/2p5JcZG
Deezer: http://bit.ly/2oURkjX
Napster: http://bit.ly/2qpsiJJ

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *