ATUALIZANDO A DISCOTECA: Cerberus Attack, "From East With Hate" (2017)

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Cerberus Attack: “From East With Hate” (2017, Obskure Chaos, Poeira Maldita) NOTA:8,0

Nascida no anos de 2009, na zona leste da cidade de São Paulo, a banda Cerberus Attack desde sua gênese se dedica à pratica oitentista do Thrash Metal, mas engajado a temas sociais contemporâneos e cotidianos do integrantes. Algumas mudanças de formação desestabilizaram o processo natural de composições, fazendo com que  “From East With Hate”, seu primeiro álbum demorasse quase uma década para ganhar vida.

Todavia, superando as adversidades nestes quase dez anos, trazem na bagagem uma demo de 2009, um EP “Welcome to Destruction” (2011), e um split com a banda Cranial Crusher, além de um single em 2016 que antecipava  “From East With Hate”, um álbum vibrante, com sonoridade direta e objetiva, oxigenando os classicismos da escola oitentista norte americana do Thrash Metal.

Confira a faixa  “Worms Incorporated”… 

E indo além de mimetizar nomes como Slayer, Exodus, Anthrax, Metallica (fase “Kill em’ All”) e Nuclear Assault, dialogam com estas influências, retrabalhando-as junto aos aspectos mais cativantes do crossover, no intuito de se livrar das amarras tediosas da repetição, além de fugir das armadilhas dos aspectos datados.

Fato comprovado principalmente em composições como “Human Extintion” (puro Thrash Metal à lá Slayer), “Worms Incorporated”, “East Side Thrashers” “October 12th” (essa com groove selvagem, cujas guitarras remetem aos primórdios do Metallica), que reforçam a característica perene em “From East With Hate” de nunca recusarem  a violência musical. Ao contrário, usam os movimentos mais agressivos como motor de sua musicalidade onde a passividade do “mais do mesmo” está longe de ser um mérito.

Mas não se engane. Existem predicados técnicos louváveis ao longo destas nove composições, à começar por “From Lust To Dust”, uma abertura melódica, climática e trabalhada em guitarras limpas, ecoando progressões usuais ao heavy metal  com destreza e anunciado que algo diferenciado será mergulhado nestas composições raivosas e dinâmicas aludidas pela capa que denuncia o gênero praticado.

Confira a faixa “October 12th”… 

E a explosão de “Face Reality” na sequência daquela introdução nos mostra como esses modos técnicos não serão causas, mas consequências dentro da sonoridade.

Fatalmente as guitarras são as responsáveis principais pela parcela técnica prometida na introdução, e faixas como “Get Thrashed or Die Trying”“Together We Destroy” (com seus irresistíveis andamentos cavalgados) reforçam que este aspecto está à serviço da fúria, da velocidade e da agressividade dos arranjos que são constantemente cortados por solos precisos. Toda essa versatilidade técnica confere um sabor diferenciado ao som da banda, mesmo que balizado pela energia dos clássicos.

Um destaque final à produção nada pasteurizada que conseguiu capturar tudo isso com eficiência, mesmo que, sem comprometer o resultado final, escorregue em momentos pontuais onde a fórmula embola um pouco, e no que tange às inteligentes linhas de bateria, que guiam e alicerçam as harmonias com criatividade, o trabalho da produção é mais do que interessante.

Claro que a banda carece de uma certa lapidação, principalmente no registro em estúdio, pois o entrosamento está explícito na performance. Mas sabemos que esse amadurecimento chega com o passar do tempo e no desenvolvimento do trabalho. Isso posto, “From East With Hate” além de mostrar potencial e dar perspectiva para crescimento, é um disco que sagazmente olha e reverencia o passado, mas com os dois pés fincados no presente!

Confira a faixa “Get Thrashed or Die Trying”… 

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