QUEEN | 5 Discos Pra Conhecer

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({ google_ad_client: "ca-pub-9767849814663729", enable_page_level_ads: true }); Se você pensar em cinco bandas que possam figurar dentre as maiores (importância para o gênero, apelo de público e crítica) de todos os tempos (entenda, não estamos falando das melhores, pois isso vai de gosto pessoal), fatalmente um destes postos é do Queen. Indiscutivelmente! Com formação estável do início ao fim, o quarteto inglês trazia músicos tão diferentes quanto talentosos. John Deacon, o baixista, talvez fosse o ponto de estabilidade da banda, o fulcro técnico, sempre conciso e seguro em suas linhas, além de compositor tímido mas certeiro. São seus, clássicos como  "You're My Best Friend", "I Want to Break Free"  e  "Another One Bites the Dust" . Ao seu lado, na seção rítmica, tínhamos Roger Taylor, um dos músicos mais completos de sua geração. Multi-instrumentista, Taylor fazia de sua bateria o coração da banda, além de contribuir com  backing vocals de extrema qualidade, e que casavam perfeitamente com a voz de Freddie Mercury. A voz de Freddie Mercury... A alma do Queen! Freddie era o gênio musical que os tornava diferentes! Ousado, criativo, e, quiçá, o maior vocalista da história do  Rock , era o artista na acepção da palavra: emocional, intenso e vanguardista. A maior prova disso está no clássico  "Bohemian Rhapsody" ! Completando a formação tínhamos Brian May, o intelectual do quarteto. Onde a técnica se encontrava com a emoção. Fez do timbre de sua guitarra virtuosa uma das marcas da banda, praticamente uma assinatura (assim os vocais sobrepostos) que nos agraciava com  riffs  preciosos e  solos belíssimos. Se no início a mistura de  glam rock com  heavy rock era o foco, com o tempo a banda criou um alto padrão de criatividade, em discos elaborados que iam do  pop ao erudito, mas sem sair do  rock. Hoje, queremos escolher 5 DISCOS   essenciais da discografia do Queen, não necessariamente os cinco de maior sucesso, dando um panorama geral da importância da banda. Antes da listagem, um comentário pessoal. Acredito que a discografia da banda é muito bem dividida pelas coletâneas  "Greatest Hits"  (1981) e  "Greatest Hits II"  (1991), sendo que, no geral, a primeira fase (até 1981), aos meus ouvidos, é musicalmente superior à segunda (de 1981 à 1991), mesmo que nesta fase tenhamos dois pontos altíssimos da discografia, em  "The Miracle"  (1989) e  "Innuendo" (1991). No quesito "sucesso comercial" acredito que seja o inverso!   1. "Sheer Heart Attack" (1974) Este terceiro disco do Queen é um dos grandes álbuns do Heavy/Hard Rock setentista. Vinda de dois discos interessantes, a banda encontrava enfim sua sonoridade que, no geral, fundia o  glam rock  ao  heavy rock com melodia, virtuosismo e energia. Mais detalhadamente, olhando faixa-a-faixa, fica evidente como misturaram, com maestria, a pompa do rock progressivo (como na faixa "In The Lap Of The Gods" ), a ousadia do Glam Rock (mais latente em "Tenent Funster" ), o peso do Heavy Rock (afinal de contas, "Stone Cold Crazy" inspirou o Thrash Metal ) e até um pouco da malícia das sonoridades burlescas ( "Bring Back That Leroy Brown" é irresistível!), que seria outra das marcas da fase setentista do Queen.  Existiam sim referências a Black Sabbath, Cream e Led Zeppelin, mas a originalidade que seria amplificada ao longo dos álbuns clássicos que se seguiriam até 1980 já estava aqui. Os  riffs  e solos de Brian May aparecem marcantes em  "Brighton Rock" e "Now I’m Here",  enquanto percebemos um Freddie Mercury criativamente livre ousando em "Dear Friend" e na sacana "Killer Queen". "Killer Queen",  aliás, era o  hit  que o Queen precisava, fazendo deste  "Sheer Heart Attack" o primeiro sucesso mundial da banda, que a levou inclusive a até fazer dois  shows em lugares diferentes no mesmo dia. Neste disco temos o ápice do  heavy rock à moda Queen, mas não o ápice musical do Queen, que ainda viria no próximo disco. 2. "A Night At The Opera" (1975) O melhor disco do Queen! Não só pelo marco que foi  "Bohemian Rhapsody" ,  "A Night AT The Opera" , disco de 1975, traz a excelência e a vanguarda que só se reproduzem no grandes, no gênios. Os três primeiros discos do Queen mostram uma evolução vertiginosa, num período de apenas dois anos. Todavia, o salto de criatividade de  "Sheer Heart Attack"  para  "A Night At The Opera" foi assustadora, e se deu em apenas um ano. Se antes o Queen fundia subgêneros do  rock , agora a alquimia era do  rock  com música erudita, e  "Bohemian Rhapsody" é a prova de que encontraram a pedra filosofal de sua musicalidade. Uma mini-opera de sete minutos que já foi eleita como a melhor música do  rock  por diversos veículos especializados na mídia mundial. Só por isso  "A Night At The Opera" seria um disco especial, mas ele também marca a mudança de patamar do Queen dentro da indústria fonográfica, ganhando apoio da EMI. A gravadora passou a investir milhões em campanhas de difusão e  shows pela Europa. Musicalmente, o disco vai além de  "Bohemian Rhapsody".  É necessário fazer justiça a preciosidades como  "You're My Best Friend" (que traz Deacon ao electric piano ),  "I'm In Love With My Car", "Death on Two Legs"  e  "Love of My Life" (num arranjo mais romântico - no sentido de estilo musical), música que seria  hit  avassalador no Brasil em sua versão belíssima registrada no álbum  "Live Killers".  O próximo disco do Queen seria  "A Day At The Races", de 1976, que em diversos fatores (capa, abordagem musical, e título emprestado de filmes dos irmãos Marx) soa como uma continuação, uma segunda parte, de  "A Night At The Opera",  e teria todos os méritos para estar nesta lista. 3. "Jazz" (1978) Antes de  "Jazz" , disco de 1978, o Queen apresentou, em 1977, o disco  "News of the World" , que apesar dos dois clássicos da abertura,  "We Will Rock You"  e  "We Are The Champions" , soava um tanto heterogêneo se comparado à compacidade dos dois discos anteriores. Ele é quase como uma colcha de retalhos de velhas composições retrabalhadas. E uma evidência disso reside na faixa  "Sheer Heart Attack". "News of the World"  também mostrava um Queen em transição. não querendo se repetir, mas ainda só molhando os pés na piscina da música  pop que havia sido invadida pela  disco music.  O mundo da música estava mudando na segunda metade dos anos 1970. Os sintetizadores já comandavam a música  pop,  e o  punk tornava o requinte obsoleto no  rock . Até por isso, acredito que "Jazz" não ganha reconhecimento que merece. Nesse caminho, "Jazz" chegou na sequência como um dos mais ousados e multifacetados trabalhos do Queen, tanto quanto é esquecido. Só por conter  "Fat Bottomed Girls"  (cuja capa do single despertou a ira das feministas),  "Bicycle Race" e  "Don't Stop Me Now"  (segundo  single  do disco), os grandes  hits  do repertório, já o credencia como um dos grandes discos da banda. Além destas,  "Mustapha" (com seus motivos árabes),  "Jealousy" (triste e bela),  "Dreamer's Ball"  (com tempero burlesco à lá New Orleans) e  "Dead on Time" (mais roqueira) completam um repertório irrepreensível. Uma curiosidade:  "Jazz"  foi lançado em New Orleans, num espetáculo de cabaré com direito a  strip-tease, faquires, encantadores de serpente, malabaristas, mágicos, etc. 4. "The Game" (1980) A primeira divisão discográfica quanto a musicalidade do Queen veio com  "Live Killers"  (1979), um fechamento de sua melhor fase em termos criativos e musicais. A década de 1980 se apresentava e o Queen se rendia às texturas eletrônicas e se aproximava com força da música  pop. "The Game"  é o primeiro disco desta nova fase. Lançado em 1980, ele tinha a capacidade de reafirmar todas as características mais marcantes da música do Queen, ao mesmo tempo que não mascarava uma renovação sonora. Mesmo vendo este disco como uma abertura de horizontes na música do Queen, eu gosto de pensar nele como parte de sua era gloriosa (até por isso divido a discografia da banda em antes e depois da coletânea  "Greatest Hits I" ), pois não dá pra falar em queda de qualidade num disco que traz  "Play The Game"  (um AOR de primeira linha e o primeiro single  do Queen a trazer sintetizadores),  "Another One Bites The Dust"  (a perfeita fusão de  disco music  com  rock, e líder dos charts por várias semanas seguidas),  "Crazy Little Thing Called Love"  (uma brilhante releitura do rock dos anos 1950) e  "Save Me"  (balada impecável ainda com resquícios do som mais tradicional do Queen). Acredito que o sabor mais  pop deve ter assustado quem esperava algo no moldes setentistas. O Queen trazia em duas faixas ( "Another One Bites The Dust"   e "Crazy Little Thing Called Love" ) uma espécie de impulso pelo vácuo do sucesso de filmes (e suas trilhas sonoras) como  "Os Embalos de Sábado à Noite"  (1977) e  "Grease - Nos Tempos da Brilhantina"  (1978). Basta uma conferida no clipe da segunda faixa para ter essa certeza. Todavia, também é inegável que em  "The Game" temos uma das últimas vezes em que o  rock  se impunha de modo vibrante num disco do Queen, observação reforçada por  "Dragon Attack"  (de refrão instigante) e  "Don't Try Suicide"  (mais ligada às raízes do gênero). Além disso,  "Sail Away, Sweet Sister" garante que a classe estaria impressa nesta verve mais  pop do Queen. Nos próximos dez anos, o Queen experimentaria seu ápice comercial, ironicamente quando passava por sua pior fase criativa. Não há como negar que mesmo sucessos estrondosos, como  "Radio Ga-Ga", "I Want To Break Free", "A Kind of Magic"  e  "Friends Will Be Friends" , lançados em discos como  "Hot Space"  (de longe o pior disco do Queen), de 1982,   "The Works"  (1984) e  "A Kind of Magic"  (1986), são muito menores em termos musicais que o apresentado na década de 1970, além de soarem plastificadas pelas explorações eletrônicas e sintetizadas. Claro que existiram coisas boas.  "One Vision", "Hammer to Fall"  e "Under Pressure"  (em parceria com David Bowie) são ótimas composições, mas até essas ficavam melhores nas versões "orgânicas" dos discos ao vivo. E nesse percurso, só veríamos um disco impecável do início ao fim por parte do Queen em 1989. 5. "The Miracle" (1989) "The Miracle"  foi o primeiro grande disco do Queen pós- "The Game"!  Não há como compará-lo com os discos que vieram nesse ínterim. As canções são recheadas de conteúdo pop e espirito roqueiro sendo impossível destacar a performance de algum integrante em separado. Tirando a dispensável abertura com  "Party" , todo o resto é de alto nível, e dialoga com o legado do Queen, ao mesmo tempo que soa oxigenado, e renovado. "I Want It All" é talvez a melhor música do quarteto desde  "Under Pressure",  de 1981, enquanto  "The Invisible Man" é  pop, dançante, eletrônica, mas muito bem feita na mescla de texturas, e  "Breakthru"  (carregada da identidade marcante da banda) traz a melhor interpretação de Freddie Mercury dentre os últimos quatro discos do Queen. Claro que devemos destacar "Scandal" (que mostra como o teclado deve ser usado no rock e ganhou um dos melhores clipes da banda), e a melódica "The Miracle". Naquele ano de 1989 o Queen era um gigante não só do rock , mas da música  pop . Uma das poucas bandas a se manter permanentemente no topo desde o princípio dos anos 70 e durante os injustos e famigerados anos 80, e com potencial para arrasar nos anos 1990, principalmente após o lançamento do álbum seguinte,  "Innuendo"  (1991), cuja faixa-título é o mais próximo que o Queen chegou de fazer uma nova  "Bohemian Rhapsody" , trazendo dramaticidade  heavy metal e requinte clássico. Todavia, no final daquele mesmo ano, mais precisamente em 24 de novembro de 1991, Freddie Mercury perdia a batalha contra a AIDS, levando consigo a alma do Queen. A banda nunca voltou oficialmente, apesar de também nunca declarar um fim das atividades, trazendo vocalistas ciclotímicos, e sempre garantindo que não se tratava de uma continuação do Queen. Mas isso é assunto para um outro texto que você confere aqui . https://youtu.be/2ZBtPf7FOoM https://youtu.be/fJ9rUzIMcZQ https://youtu.be/HgzGwKwLmgM https://youtu.be/zO6D_BAuYCI https://youtu.be/hFDcoX7s6rE   Confira nossa playlist especial com quase quarenta músicas escolhidas da discografia do Queen...   filme trailer lançamento queen in concert filme trailer lançamento queen in concert filme trailer lançamento queen in concert filme trailer lançamento queen in concert filme trailer lançamento queen in concert filme trailer lançamento queen in concert filme trailer lançamento queen in concert filme trailer lançamento queen in concert filme trailer lançamento queen in concert filme trailer lançamento queen in concert filme trailer lançamento queen in concert filme trailer lançamento queen in concert filme trailer lançamento queen in concert filme trailer lançamento queen in concert …

ABBA FOREVER: A banda que era um retrato dos anos 1970

Por  Paulo Lopes Raramente versões musicais de canções que são sucessos, ou não, mundo afora me agradam. E o grupo sueco ABBA, teve no Brasil, uma divulgação enorme, via torta, justamente pela grande quantidade de suas musicas que receberam versões em português . É preciso lembrar, que versões na maioria das vezes aproveitam apenas a melodia e arranjos musicais, mudando totalmente a letra, dando um novo sentido a obra criada originalmente pelo artista compositor. Alguns artistas –ou seus herdeiros- exercem um controle rígido sobre essas versões e não deixam serem gravadas faixas que deturpem ou mudem o sentido da gravação original. Há alguns anos, Rita Lee gravou um disco-homenagem com versões de musicas dos Beatles, mas várias canções foram bloqueadas por Yoko Ono, que não gostou de algumas dessas versões; Rita conta isso em sua autobiografia. Parece que isso nunca aconteceu com as músicas do ABBA no Brasil. Infelizmente. Por aqui rolaram versões – que foram sucesso- mas tinham pouco a ver com as canções originais do grupo. Quem não se lembra da Perla, não é? Uma bela paraguaia, que nos anos 1970, com seu sotaque carregado fez sucesso enorme com versões de " Fernando" e "Chiquitita" (por aqui se chamou "Pequenina" ), sucessos internacionais do ABBA. Tendo como origem Estocolmo, Suécia, a banda foi formada em 1972 e começou a galgar o sucesso após vencerem o Eurovisão, o maior festival de canções da Europa, em 1974. O nome ABBA é um acrônimo dos quatro integrantes da banda, Agnetha, Bjorn , Benny e Anni-Frid (Frida). Agnetha e Bjorn eram casados, bem como Benny e Frida. A partir daí os sucessos do quarteto alcançaram o mundo todo e na década 70, sempre esteve entre os campeões em vendagem de discos e no topo das paradas de sucesso. Caracterizada por ritmos impregnantes, letras simples e pelas vozes harmoniosas de Agnetha e Frida, as musicas do ABBA cativaram multidões. O grupo caracterizado como pop ou europop , foi um retrato da década de 70, nas roupas, nos arranjos musicais e, também, aproveitou-se muito bem do boom dançante da discoteca , visto que suas musicas já pela própria concepção era um convite a dança. O mundo inteiro ouviu e amou ABBA. Seus videoclipes (alguns podem ser conferidos no fim do texto), com as roupas extravagantes e multicoloridas, se espalharam em TVs do mundo inteiro e até, o hoje aclamado diretor Lasse Hallstrom(QUERIDO JOHN, AS QUATRO VIDAS DE UM CACHORRO), fez um semi-documentário, ABBA-O GRANDE SHOW (ABBA-The Movie, 1977, que pode ser conferido neste link , infelizmente sem legendas), contando as peripécias de um jornalista para entrevistar o grupo durante uma turnê na Austrália. E ele também foi o diretor de quase todos os clips da banda. E as musicas? Opa!!! Temos aí um capitulo a parte. Em seus 10 anos de carreira, o quarteto sueco entrou em estúdio para gravar apenas oito discos; O restante ficou por conta de singles(compactos simples e duplos), hits , greatest hits , shows ao vivo, compilações, etc, etc... O primeiro disco foi “Ring Ring” (1973), lançado ainda fora da arrancada do grupo para o sucesso, mas posteriormente, graças a relançamentos, a musica título alcançou um relativo sucesso. Em 1974, foi a vez do álbum “Waterloo” ; E aí a coisa começou melhorar, porque canções como "Waterloo" , "Honey, Honey" e "My mamma said" , já se espalharam pela Europa. "Waterloo" , a canção, foi a vencedora do Eurovison, em 1974. O terceiro disco, de 1975, se chamou simplesmente “ABBA” , mas tinha hits do calibre de "Mamma Mia" , "SOS" e "I do, I do, I do, I do" ; Com esse álbum, a banda consolidou o sucesso. "Mamma Mia" chegou a ficar dez semanas no topo das paradas de quase todo o mundo. “Arrival” foi o quarto disco; Lançado em 1976 e pôs pelo menos mais quatro canções no topo de todas as listas. Olha só as musicas: "Dancing Queen" , "Knowing Me, Knowing You" , "Money, Money, Money" e "Fernando" . Foi, até então, o mais bem sucedido dos álbuns lançados pelo grupo. “The Album” foi lançado em 1977 e trouxe sucessos como "Take a chance on me ", "The Name of the game" e "Thank you for the music" . Em 1979, bem no meio da moda das discotecas, chegou as lojas “Voulez- Vous” , o sexto álbum. E, é claro, o ritmo que contagiava o mundo influenciou nitidamente a concepção do álbum. Mas isso não significou menos sucesso ou menos qualidade; As dançantes "Voulez-Vous", "Angeleyes" e "Does Your mother know" , tocaram nas pistas do mundo todo. "Summer Night City" é discoteca pura. E de quebra "I Have a Dream" e "Chiquitita", foram direto para o topo das paradas. Para se ter uma ideia do tamanho do sucesso, esse álbum vendeu, só no Brasil, um milhão e quinhentas mil cópias. Fecho de ouro pra uma década dourada. Discografia do ABBA entre 1973 e 1979... O ABBA estava no auge, vendia como nunca e era sucesso no mundo todo. Mas aí sobreveio uma daquelas mazelas do destino; Os dois casais, A+B e B+A , resolveram pela separação marido e mulher e essas mudanças pessoais refletiram em sua musica. Os dois últimos álbuns da banda, “Super Trouper” (1980) e “The Visitors” (1981) , não alcançaram o resultado comercial esperado. Mas cá entre nós, na opinião desse que vos fala –não sou crítico, sou apenas um fã – são os dois melhores trabalhos da banda. O que aconteceu foi uma leve mudança no estilo musical, agora mais elaborado e menos popular, optando por letras mais profundas e até algumas ousadias. O álbum “Super Trouper” - peço licença aos leitores que aqui vou falar como fã- é delicioso de se ouvir em todas suas faixas. Algumas tocaram muito no rádio, como "The Winner takes all" (que é cheia de referencias a separação dos casais) e "Andante, Andante" (melodiosa e cativante, foi prato cheio para mais uma versão, no Brasil, com Perla, é claro). "The Piper" tem uma batida com tons épicos. "On and on" é daquelas que a gente nunca escuta quieto, assim como "Me and I" . "Happy New Year ", "Our last Summer" e "Lay your love on me" , trazem implícita uma tristeza própria daqueles que se separam e mostram que as moças estavam afinadas como nunca. E finalmente, a belíssima "The Way Old friends do" , cantada quase acapela, ao vivo, é de uma sensibilidade enorme. Já em “The Visitors” (1981), fica mais evidente o novo caminho trilhado pelo grupo. Todo composto por canções fortes, muito voltadas para a realidade que o mundo vivia então. "One of Us" foi o maior sucesso de todo o disco e trazia reminiscências da separação de Agnetha e Bjorn, bem como "When all is said and done" , explorou a dor da separação de Benny e Frida. "The Visitors" e "Soldiers" são musicas contundentes pelo seu tom épico e pelo cunho politico.  “Soldiers write the songs that soldiers sing. The songs that you and I don’t sing...” iniciava o refrão. "Slliping through my fingers" (homenagem a Linda, filha de Bjorn e Agnetha) e "Like an angel passing through my room" (cantada e feita em homenagem a Frida), são mais intimistas, mas nem por isso menos intensas. Completam o álbum "Head over Heels", "I let the music speak" e "Two for the price of One" (entre poucas que trazem a voz dos rapazes em destaque). Pra muitos fãs esse é o melhor trabalho do grupo. Estou entre eles. Descontentes com o declinio comercial e desgastados pelos problemas pessoais e pelas longas e cansativas turnês o quarteto decidiu pelo fim do grupo em 1982. Não houve nenhum anuncio oficial ou coisa parecida. Acabou, acabando. Os rapazes Bjorn e Benny, continuaram trabalhando com musica; Eles produziram vários musicais, inclusive “Mamma Mia!” , que alcançou grande sucesso na Broadway, sendo posteriormente levado ao cinema em filme estrelado por Meryl Streep; O filme fez tanto sucesso que vem aí a continuação, “MAMMA MIA! LÁ VAMOS NÓS DE NOVO”. Agnetha e Frida, ainda tiveram, relativamente, bem sucedidas carreiras solo; Frida gravou seu ultimo álbum em 2005 e Agnetha ainda se mantem em atividade até hoje. Alguns fãs ainda sonham com uma volta do grupo e ficaram exultantes quando a poucos dias se anunciou que eles iam se reunir de novo. Mas tudo não passou de boato. O projeto, pelo o que ficou entendido, é reuni-los em apresentações virtuais(?) e também a gravação de uma canção inédita chamada “I Still have Faith in You” , que vai ser apresentada ao publico apenas no final de ano, em um especial para a televisão. De qualquer maneira vai ser bom vê-los reunidos na produção de algo novo. Mas o que vale mesmo é o que eles foram e fizeram. Isso não vai se repetir e é para sempre.…