ATUALIZANDO A DISCOTECA: Belphegor, "Totenritual" (2017)

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Por Ricardo Leite Costa

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Belphegor: “Totenritual” (2017, Nuclear Blast, Shinigami Records) NOTA:9,5

Com um poderio similar a de um regimento de blindados em pleno ataque, “Tottenritual”, novo álbum dos austríacos do Belphegor, mantém a tradição criada pelos mesmos já há muito tempo: fúria, peso e blasfêmia coexistindo harmoniosamente em uma música perversa, que emana desolação a cada riff e arranjo apresentado.

“Tottenritual” condiciona o Black Metal do grupo a um novo patamar, pois além de toda brutalidade já mencionada, a execução do mesmo no tocante a parte técnica é algo louvável. O Belphegor consegue introduzir beleza e grandiosidade nos terrenos mais inóspitos de sua musicalidade.

Até nos momentos mais insanos, onde Helmuth (vocalista e líder) conjura seus demônios, a primazia com que sua arte é conduzida realmente faz do Belphegor uma banda diferenciada em seu segmento. “Totenritual” é a chave para um universo tétrico, macabro, onde o obscuro é a estação predominante. Este material talvez seja o mais diversificado da carreira do grupo, apesar de em 90% do tempo prevalecer a selvageria primitiva de praxe.

Confira o clipe de “Baphometth”… 

Helmuth Lehner continua um compositor de primeira grandeza, além de instrumentista prodigioso, sempre amparado pelo fiel escudeiro Serpenth. Inspirado, como ele mesmo afirma, nos compositores clássicos, ambos conceberam para este álbum temas complexos, profundos e, porque não, emocionantes. Tudo dentro de uma ótica perturbadora e totalmente estarrecedora.

“Baphometh”, a faixa introdutória, já se mostra impactante no primeiro segundo, sendo escolhida por isso como faixa de trabalho, recebendo um clipe que é uma verdadeira obra de arte. Belo e chocante ao mesmo tempo. Temos outros entusiasmados momentos de puro Metal Negro no decorrer de “Swine Fever – Regent of Pigs”, em “Spell of Reflection”, e na conclusão angustiante com “Totenritual”.

Mais um trabalho de enorme credibilidade e qualidade na discografia da banda. Do mais alto gabarito e, justamente por isso, altamente recomendável!

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