ATUALIZANDO A DISCOTECA: Bad Bebop, "Prime Time Murder" (2017)

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Bad Bebop - Prime Time Murder
Bad Bebop: “Prime Time Murder” (2017, R.I.N.D.) NOTA:8,0

Apresentado num belíssimo digipack, “Prime Time Murder”, álbum de estréia do power trio curitibano Bad Bebop, investe numa forma densa, trampada, groovada de heavy rock, numa elasticidade musical que abrange as bases de hard rock, algo de alternativo noventista, além do peso do classicismo do heavy metal e doses homeopáticas de vibração proto-thrash. O resultado desta equação? Um stoner/groove metal chapado, sem cheiro de mofo, e com dinamismo noventista.

Ou seja, o trio formado por Celso Costa (bateria), Henrique Bertol (guitarra), ambos ligados à banda Necropsya, e o baixista Juliano Ribeiro (guitarrista da banda Semblant), também responsável pelos vocais, produz uma variação suja, empolgante, cativante e honesta da música pesada. Um som direto e objetivo, carregado de potentes riffs e melodias vocais, com refrãos harmoniosamente construídos para marcar.

E as texturas encorpadas e abafadas da sonoridade orgânica já se apresentam nos primeiros instantes de “D.O.A”, faixa de abertura e um dos destaques do tracklist que se desenvolve eficientemente por oito faixas, em trinta minutos.

Confira o clipe da faixa “Trouble”… 

Neste início já salta aos ouvidos a coesão do instrumental, bem alicerçada nas linhas de bateria e no baixo encorpado que preenche os espaços para que as harmonias de guitarras se destaquem pelos solos de extremo bom gosto, e nos riffs vigorosos que casam perfeitamente com os vocais de Juliano, dono de uma determinação furiosa e versátil carga dramática.

“Prime Time Murder” foi gravado no estúdio Institudium com produção do guitarrista Henrique Bertol, que conseguiu deixar tudo tão poderoso quanto orgânico, áspero na medida certa, e preciso na mixagem, à cargo de Felipe Debiasio, e na masterização, que ficou nas mãos da Absolute Master, possibilitando o detalhamento de cada passagem instrumental.

Num disco que passa rápido, além da já citada “D.O.A.”, “Gone Wrong” (com uma melancolia irresistível), “Trouble” (um proto-thrash à moda noventista) , “Greed” (de ganhos melódicos saborosos), a balada acústica “River” (com um “q” de Alice In Chains e aroma southern) se destacam pela mensagem musical sincera, longe dos circunlóquios instrumentais, sendo eficiente em sua objetividade.

Além destas, a instrumental “22” mostra liberdade e versatilidade, unindo psicodelia e classe jazzística  como um marcador da geometria típicas dos LPs. Aqui seria onde o Lado B começaria.

Um álbum cativante em toda a sua simplicidade!

Confira o álbum na íntegra, via Bandcamp… 

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