ATUALIZANDO A DISCOTECA: Axecuter, “Anthology”

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Axecuter - Anthology
Axecuter – “Anthology” (2014, Rising Records) NOTA:9,0

Sabe aquele heavy metal moderno, com variações de andamentos, afinação baixa, breakdowns, flertes progresssivos, groove selvagem, passagens climáticas, e riffs nervosos construídos por guitarras de sete cordas, além de uma produção sintética, límpida e cheia de pro-tools?

Pois então… ESQUEÇA!

Queima isso tudo (ou quebra, como feito na capa do EP “Raise the Axe”) e dê um giro de cento e oitenta graus, pois o assunto aqui é metal  à moda old school. 

O Axecuter é uma banda que desde 2011 lançou diferentes materiais em diferentes países, entre EP’s, splits, coletâneas, além de um full lenght“Metal  is Invencible” (2013), e um disco ao vivo, “A Night of Axecution” (2018).

Este “Anthology” é uma compilação que vem organizar estes lançamentos para o fã brasileiro, reunindo tudo o que o Axecuter lançou até 2014, excetuando o álbum de 2013.

O que temos nestas 12 faixas é o puro heavy metal de aspirações speed/thrash e clima oitentista, com referências nítidas de Venom, Saxon, At War, Motorhead, Manilla Road e Vulcano, mas com muita personalidade e energia renovada.

“Banger’s Prevail” já serve como aviso desta ode  ao modo old-school de se praticar o heavy metal com força e personalidade, mas sem vontade de soar moderno ou polido e transitando por todo o espectro do speed metal antes dele se desdobrar em subgêneros como thrash metal, death black, black metal, etc.

As bases pesadas de faixas como “The Axecuter” e “Raise the Axe” mostram uma banda com estilo bem definido, longe dos circunlóquios musicais desnecessários e exibicionismos.

Por estas faixas posso garantir que há simplicidade, mas também personalidade no som do Axecuter, que se taxado como datado e inocente, eles dão seu recado na ótima “Innocence is our Excuse” (aqui mais longa que a versão original), faixa título do EP cuja capa homenageia o Saxon, segundo escrito no encarte, “uma das maiores bandas da história”.

São riffs e mais riffs que não negam a fidelidade aos impulsos mais transgressivos do heavy metal, gerando uma suja e vibrante poluição sonora, guiada por vocais versáteis e agressivos, e sustentada com a força e compactação da seção rítmica. Tente não praticar o headbangin com os riffs carnudos de “Ritual of Decibels” (que aparece em duas versões) e “Blades of the Sun”, e falhe miseravelmente!

Destaque também aos quatro covers. O primeiro, para “Heavy Metal to the World”, do Manilla Road, que conta com a participação de Mark Shelton; o segundo para “Blackned Are the Priests”, do Venom, trazendo Mantas e Demolition Man, que estiveram em estúdio com o Axecuter; ainda temos “Dominios of Death”, do Vulcano, e, por último, “Blood and Iron”, originalmente do Cirith Ungol.

Chama a atenção a qualidade da produção, extremamente orgânica e coesa, encaixada na proposta e filosofia musical do Axecuter, e que não oscila como se espera numa coletânea como essa.

Se você curte o puro heavy metal old-school então vá atrás desse material, pois a satisfação é garantida.

CONFIRA O ÁLBUM NA ÍNTEGRA VIA BANDCAMP AQUI!

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