ATUALIZANDO A DISCOTECA: Weakless Machine, “Manipulation” (2017)

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Weakless Machine: “Manipulation” (2017, Independente) NOTA:9,0

Uma capa que chama a atenção pela estética steampunk, um digipack esmerado, e riffs poderosos já na nervosa faixa de abertura, te fazem parar pra prestar atenção no que virá ao longo de “Manipulation”, primeiro álbum da banda Weakless Machine, formada em 2015, na cidade de Porto Alegre, e composta por Jonathan Carletti (voz), Fernando Cezar (guitarra), Luke Santos (bateria) e Gustavo Razia (baixo), que se mostram técnicos, mas nada ufanistas.

De cara também vemos uma forma moderna de se praticar o Heavy Metal, misturando influências diversas dentro de sua exploração de agressividade, velocidade e melodia. É mais fácil dizer que soam como  um amálgama de ascendências de bandas como Metallica, Slipknot, e Killswitch Engage, mas existe muito mais nestas músicas, principalmente no concernente à identidade da banda, que se mostra já em processo adiantado de lapidação.

É mais fácil dizer que o Weakless Machine soa como  um amálgama de influências de bandas como Metallica, Slipknot, e Killswitch Engage, mas existe muito mais em “Manipulation”, seu poderoso álbum de estréia…

Sendo assim, temos um instrumental coeso, criativo e nervoso, alicerçado por uma cozinha dinâmica, de groove selvagem, por vezes tecnicamente intrincado e veloz, numa dança intensa com melodias cativantes em detalhes de guitarra e vocais, principalmente nos refrãos muito bem construídos.

À medida que as faixas vão se desenvolvendo e se mostrando diversificadas, numa movimentação envolvente, nossa lista de destaques segue fielmente o tracklist, afinal, enquanto “Get Ready” , “Tarred With The Same Brush”, “Kill” e “Tribal Wars” mostram alta intensidade em variações intrincadas de andamentos, “Burning All” “Unbroken” cativam pela melodia e pelo groove, sem desmerecer o peso, e “Death Knocks On My Door” se apresenta como uma belíssima balada acústica, com emoção, melancolia e bom gosto latente, estrategicamente colocada como um respiro no ponto médio do repertório.

Confira o clipe de “Tarred With The Same Brush”… 

No geral, temos uma performance muito bem trabalhada em estúdio pela produção de Renato Osorio (Hibria), conseguindo potencializar todas as qualidades da banda, com modernidade, mas sem pasteurizar o resultado final, imprimindo um peso “trampado” de modo natural, além de permitir delinear cada passagem e cada detalhe do instrumental.

Por fim, é Groove Metal, é Heavy Metal, é Thrash Metal, e é Modern Metal, tudo junto e misturado, num ataque rápido ao longo de nove composições, cujo apelo sonoro é uma força primitiva e poderosa, canalizada num álbum de estréia com auspícios do brilhantismo que pode vir a ser apresentado no futuro, com mais maturidade e lapidando sua identidade.

Uma das grandes estreias de 2017!

Confira o clipe de “Unbroken”..

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