ATUALIZANDO A DISCOTECA: Affront, “Angry Voices” (2016)

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Por Ricardo Leite Costa

Affront - Angry Voices
Affront – “Angry Voices” (2016, Cianeto Discos) NOTA:9,0

Marcelo Mictian (baixo e vocal) é reconhecido no cenário por ser a mente pensante por trás do Unearthly, uma das mais representativas forças do Black Metal nacional, porém, a necessidade de ampliar os horizontes ou, simplesmente, experimentar novos ares, o conduziu a criar o Affront e admito que, pelo observado em “Angry Voices”, seu álbum de estréia, o baixista/vocalista parece ter encontrado definitivamente sua casa.

Obviamente, não estou afirmando com isso o encerramento das atividades do Unearthly e o surgimento de uma nova era, nada disso, mas a verdade é que o sujeito se dedicou a esta nova empreitada de tal maneira que arrisco dizer que este talvez seja um dos melhores trabalhos já concebidos em sua prolífica carreira.

Certamente, o Affront é fruto de um trabalho em equipe, que conta com os valorosos préstimos de Jedy Nahay (bateria e percussão) e Rafael Rassan (guitarra, violão e pandeiro), e a forma como “Angry Voices” é conduzido por esses senhores chega bem próximo do brilhante, do impecável.

Um disco brutal, visceralmente pesado, que tem arraigado a sua estrutura básica as influências de seu genitor, mas com uma roupagem voltada mais ao Thrash/Death Metal.

Assim sendo, temos uma pegada mais básica, mais primitiva, em composições que se assemelham a um rolo compressor desgovernado na ladeira em direção ao seu crânio.

A formação minimalista é explorada em todo seu potencial na concepção de riffs e solos corrosivos, que açoitam os ouvidos mais frágeis, atrelando-se a cozinha demolidora na criação de uma besta homicida sedenta de sangue.

As doze composições seguem a mesma direção, não se desvirtuando pelo caminho em experimentalismos desnecessários.

Por isso, desde o início acachapante de “Scum of the World” até a conclusão com a brutal “Under Siege, que se aproxima do Black Metal dos primórdios por sua rispidez (com a participação de Pompeu do Korzus), temos um disco coeso, correto e direto ao ponto, daqueles que ficam dias a fio no cd player sendo reproduzido integralmente algumas vezes no dia.

Não sei se este é apenas um projeto paralelo de seu idealizador ou uma banda de fato. Só sei que já estou ansioso pelo próximo lançamento.

Vida longa ao Affront!

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