ATUALIZANDO A DISCOTECA: Accept, “The Rise of Chaos” (2017)

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Accept: “The Rise of Chaos” (2017, Nuclear Blast, Shinigami Records) NOTA:8,5

“Die By The Sword” já abre o décimo quinto disco da carreira do Accept mostrando que manterão o ritmo dos mais recentes trabalhos, afinal senso épico aflorado, riff de guitarra vibrante e refrão dramático dão os contornos iniciais ao quarto álbum da nova fase com Mark Tornillo, período descrito por Wolf Hoffman como um “novo começo para a banda”, e que ainda não apresentou nenhum álbum discutível.

Não que fosse muito diferente anteriormente, mas, agora, pela falta de nomes correlatos e de mesmo impacto, o Accept, nesta nova fase, se tornou a epítome do Heavy Metal Clássico, com sua virilidade teutônica nos andamentos que conseguem impactar mesmo nas formas mais simples, como bem mostram as novas faixas “Hole In The Head” (com destaque à versatilidade vocal de Tornillo), “Koolaid”, “Analog Man” (um vibrante diálogo com o passado), e “What Done Is Done”, sem reinvenções, mas praticando sua fórmula enraizada no Metal oitentista, com cada vez mais destreza.

“The Rise of Chaos” é o décimo quinto disco da carreira do Accept, confirmando a boa fase atual por uma produção moderna que emana um Heavy Metal de espírito old school, se alinhando como um dos mais pesados trabalhos da sua carreira… 

O produtor Andy Sneap é o responsável pela sonoridade característica desta fase mais recente da banda, e podemos ver que sua mão vem mais pesada neste “The Rise of Chaos”, entregando, por uma sonoridade moderna, um Heavy Metal de espírito old school, e de forma muito bem definida pela simplicidade e tradicionalismos do metal flamejante e empolgante, como bem forjado na faixa-título, uma das melhores do repertório ao lado de “No Regrets”, e da pesada “Carry The Weight”.

E aqui cabe uma observação quanto a performance do vocalista Mark Tornillo. Tenho muito apreço pela fase clássica, com Udo, mas esse cara deu um tempero todo especial à música do Accept, com uma dinâmica e força impressionantes, combinando perfeitamente com a personalidade musical da banda.

Confira o clipe para a faixa-título… 

E indo contra a corrente do tempo, o Accept parece ficar cada vez mais pesado, afinal este “The Rise of Chaos” é, indiscutivelmente, o mais pesado desde “Blood of Nations” (2010), álbum que inaugurou essa nova fase. Claro que isso não significa que ele seja o melhor dos quatro últimos, na verdade, ele gera sentimentos dúbios.

Se por um lado, “The Rise of Chaos” é um álbum muito acima da média, por outro se apresenta como o mais “fraco” em termos de composição nesta nova fase. Mesmo com composições bem construídas, explosivas, técnicas e alicerçadas em riffs com pedigree metálico, e não era para se esperar menos tendo Wolf Hoffman e Peter Baltes como principais compositores, as composições carecem daquela envolvência fluida na performance dando uma leve instabilidade a este material que foi produzido em apenas um ano.

Confira o lyric video para a faixa “Koolaid”… 

E engana-se quem pensa que os “novos” integrantes Uwe Lulis (Grave Digger e Rebellion) e Christopher Willians, que estrearam em estúdio neste álbum substituindo o guitarrista Herman Frank e o baterista Stefan Schwarzmann, tenham algo a ver com isso. Ambos se encaixaram perfeitamente na sonoridade, servindo a ela com habilidade e mantendo a engrenagem do pesado Metal Teutônico azeitada.

Todavia, convenhamos que os álbuns anteriores estavam nivelados numa qualidade impressionante (afinal, ao menos dois, dos três anteriores, rivalizavam facilmente com os álbuns da fase clássica) e estar abaixo destes apenas por detalhes não é demérito.

Confira a performance de “Die By The Sword” no Wacken de 2017… 

“The Rise of Chaos” opera uma dinâmica simples, de gigantismo nas harmonias vocais e guitarras que invadem o cérebro, bebendo na fonte de seu rico legado para se livrar das amarras tediosas da inventividade inócua que assola o Heavy Metal nos dias de hoje.

Enfim, o mais importante é que o Accept traz em “The Rise of Chaos” tudo o que fez dele o grande nome do Metal que é, entregando, novamente, o que é necessário para um bom disco de Heavy Metal!

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