5 Discos Pra Conhecer: SCOTT WEILAND

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O sétimo dia do décimo segundo mês do ano marca a perda de um dos grandes nomes do Rock moderno. O vocalista Scott Weiland foi um dos símbolos do rock alternativo noventista como membro da banda Stone Temple Pilots, além de participar do supergrupo Velvet Revolver, ao lado de Slash, Duff McKagan e Matt Sorum, ex-membros do Guns N’ Roses.

Dono de uma voz forte e original, personalidade marcante, arregimentou fãs de ao menos duas gerações de fãs de rock n’ roll com extremo talento, tendo sido mais uma vítima do abuso de drogas pesadas. Hoje, apresentamos 5 álbuns indispensáveis para conhecer a obra deste vocalista ímpar…

1) Stone Temple Pilots: “Core” (1992)

stonetemplepilotscoreEste é o álbum que contém “Plush” e só isso já bastaria para que ele figurasse nesta lista! E por esta simples canção este álbum foi pinçado em detrimento do ótimo “Purple” (1994), que viria na sequência. Além disso, “Core” é o único álbum do Stone Temple Pilots que pode ser rotulado como Grunge, numa formatação muito próxima à do Pearl Jam e do Alice In Chains (que motivou a crítica especializada a taxá-los de cópia simples destes nomes), o que faz de faixas como “Creep”, “Piece of Pie”, “Sex Type Thing” e “Wicked Garden”, além da própria “Plush”, marcos musicais de uma geração, pelas estruturas pesadas em meio às melodias vocais, variando da fúria para a melancolia que parecia se materializar no ar dos anos 1990.

Confira a faixa “Plush”… 

2) Stone Temple Pilots: “Tiny Music… Songs from the Vatican Gift Shop” (1996)

220px-stonetemplepilotstinymusicEste foi o álbum que retirou da banda a marca de cópia do Pearl Jam que foi tatuada em sua imagem após o excelente “Core” (1992), muito pelo banho Glam Rock que o Stone Temple Pilots deu em sua formatação Grunge suja, despojada, maliciosa e envolvente. Construída sobre belíssimos timbres instrumentais, esta pérola do Rock Alternativo, guiada pelos hits “Big Bang Baby”, “Lady Picture Show”“Trippin’ on a Hole in a Paper Heart”, quicá traz a melhor performance de Scott Weiland em estúdio, brilhando ao lado das guitarras de Dean DeLeo. Após este álbum, os problemas pessoais de Weiland, que o levaria cotidianamente à prisão, motivariam os outros três membros a montar o Talk Show, que fracassou e ainda rendeu mais alguns álbuns do Stone Temple Pilots. 

Confira a faixa “Lady Picture Show” 


3) Velvet Revolver: “Contraband” (2003)

velvetrevolvercontrabandaltApós o estouro do Audioslave, em 2001, o formato de supergrupo ganhou força novamente e no ano seguinte surgiu uma grande expectativa ao ser anunciado que Scott Weiland (Stone Temple Pilots), Slash (Guns N’ Roses), Duff McKagan (Guns N’ Roses), Matt Sorum (Guns N’ Roses) e Dave Kushner (Wasted Youth) estavam se reunindo sob a alcunha Velvet Revolver. Este é o primeiro álbum do bando roqueiro noventista e que obteve um grande sucesso graças ao singles de “Fall To Pieces” “Slither”. Todavia, estão faixas longe de serem as melhores deste álbum que trouxe mais um pouco de lascívia desajustada ao Rock do novo milênio, em ótimas faixas como “Set Me Free”, “Sucker train blues”, “Loving the alien” e “You Got No Right”.  Infelizmente, lançaram apenas dois discos e a banda se desfez por causa dos constantes problemas de Weiland. Mas o vocalista impressiona por sua performance neste álbum.

Confira o clipe para “Dirty Little Thing” 


4) Art Of anarchy: “Art of Anarchy” (2015)

artofanarchycdcoverNossa lista abarca mais um supergrupo da carreira de Scott Weiland, agora ao lado de Ron “Bumblefoot” Thal (guitarrista, ex-Guns N’ Roses), John Moyer (baixista do Disturbed) e os gêmeos Jon and Vince Votta na guitarra e bateria, respectivamente. O mais interessante deste trabalho é a diferença do que Weiland costumava fazer em sua carreira ao encaixar suas linhas vocais num instrumental denso, que segue a linha moderna, com guitarras pesadas e groovadas, lembrando bandas como Metallica e Megadeth, com detalhes precisos nos arranjos e destaques para faixas como “‘Til The Dust Is Gone” (com direito a violão espanhol), “Small Batch Whiskey”, “Get On Down” (balada impecável), “Aqualung”“Long Ago”. Apesar da heterogeneidade de cinco músicos muito diferentes que uniram forças, este é um dos melhores trabalhos da carreira de Weiland.

Confira o clipe para “‘Til The Dust Is Gone” 

5) Scott Weiland and The Wildabouts: “Blaster” (2015)

scott_weiland_blasterO cover para “20th Century Boy” do T. Rex já anuncia a proximidade deste trabalho com o Rock N’ Roll puro e despojado. Claro, não temos um revival vintage do estilo como anda na moda nos dias de hoje, mas numa abordagem mais próxima à picardia Hard do Aerosmith, em vestes sujas do post-grunge. Sim, é genérico! Sim, Weiland está comedido em suas linhas vocais! Mas é Rock N’ Roll puro e simples, da melhor qualidade e com o feeling primal que o estilo usou e abusou em sua gênese. Além disso, muito do que está desfilado aqui serve como um resumo de elementos que perpassaram sua discografia ao longo dos anos, servindo de perfeito epílogo para sua trajetória no Rock N’ Roll.

Confira a faixa “Blue Eyes”

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